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QUEIJO GORGONZOLA

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Gorgonzola é uma pequena cidade italiana situada no Vale do Pó, a 20 Km de Milão. O Queijo Gorgonzola é originário desta região com relatos de sua elaboração desde o ano 880 da era cristã, com sua denominação original de “Stracchino di Gorgonzola”.

 

Originalmente é definido segundo os seguintes critérios:

- formato cilíndrico, alto, reto com face plana, normalmente vendido em cunhas;

- crosta ligeiramente áspera, rosada, envolto em papel alumínio quando pronto;

- queijo macio, gordo, massa crua, elaborado com leite integral de vaca;

- sabor suavemente picante;

- altura de 16 a 20 cm com diâmetro de 25 a 30 cm;

- gordura no extrato seco (g.e.s): 48% (mínimo).

 

Queijo Gorgonzola elaborado no Brasil – características marcantes:

Elaborado a partir de leite de vaca, integral (gordura ideal em torno de 4%);

Extrato seco desengordurado mínimo de 12%;

Deve ser elaborado a partir de leite pasteurizado (exigência legal);

Uma vez pasteurizado (leite) deve ser adicionado de cloreto de cálcio (repositor de cálcio) e fermento lático (cultivo mesofílico com opção de cultura aromática produtora de gás, que irá permitir a formação de olhos no interior do queijo);

Grãos do corte, com 2 a 3 cm de aresta (grãos grandes);

Adição de fungo Penicillium roqueforti (normalmente diluído e adicionado ao leite antes da coagulação);

Coagulação mais lenta (60 até 90 minutos) para favorecer o abaixamento do pH do leite, pela a ação do fermento lático adicionado e desta forma favorecer o crescimento do fungo;

 

 

 
   
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Veja também:

 
- Fabricar Mussarela

- Fabricar Requeijão

- Fabricar Coalhada


- Fabricar queijo Coalho

- Fabricar queijo Minas

- Fabricar queijo Minas Padrão

- Fabricar Iogurte
 
             
 

A acidez do soro no momento do ponto normalmente é mais elevada (15 a 17ºD), efeito do desenvolvimento bacteriano (condição normal e ideal);

A salga pode ser efetuada:

- diretamente na massa na razão de 0,5 a 0,6% calculados sobre o volume de leite complementada com polvilhamento de sal na crosta do queijo;

- em salmoura regulada para 20% de sal na temperatura de 10 – 12ºC, com pH regulado para 4,8, por 24 horas seguida de salga a seco com polvilhamento do sal sobre a crosta do queijo ou;

- salga a seco com polvilhamento do sal sobre a superfície do queijo por 3 a 4 dias na temperatura de 10 a 12ºC. 

 

Padrão de qualidade:

Padrão

Após 24 horas

Após a maturação

% Umidade

46 – 48

44 – 46

% Sal

3,20 – 3,40

3,40 – 3,60

pH

4,70 – 4,90

5,50 – 5,80

% Proteína Total

-

20 – 22

% Proteína Solúvel

-

5,80 – 6,80

% Índice de maturação

-

28 - 31

% G.E.S (mínimo)

48

48

Peso Padrão

2,90 – 3,10

2,80 – 2,90

Tempo de Vida Comercial

3 meses

-

Dias da Maturação (mínimo)

30 - 35

-

 

Tecnologia – ingredientes:

  • Leite pasteurizado com teor de gordura na faixa de 3,9 a 4%.

  • Cloreto de Cálcio solução 40 %: 40 ml para 100 litros de leite.

  • Coalho líquido, na dosagem de 25 a 30 ml para cada 100 litros de leite.

  • Salga a seco.    

  • Fermento lático mesofílico, na dosagem de 1,5% sobre o volume de leite ou fermento para uso direto na dosagem recomendada pelo fornecedor (fermento dvs aumentar a dose recomendada).

  • Penicillium roqueforti diluído em água destilada e mantido sob refrigeração por 48 - 72 horas na dosagem recomendada pelo fornecedor deste fungo.

 

1º dia - preparo do leite e adição dos ingredientes:    

O leite após sua seleção deverá ser pasteurizado em sistema rápido HTST 75ºC/ 15 a 16 segundos ou sistema lento 65ºC por 20 a 30 minutos seguidos de resfriamento para temperatura de 31 - 32ºC.

Deverá ser adicionado dos ingredientes na seguinte ordem: cloreto de cálcio, fermento lático, solução aquosa com o Penicillium roqueforti e por último o coalho na dose especificada.

 

Coagulação e corte da coalhada:

Decorridos 60 minutos da adição do coalho, verifica-se a formação da coalhada (este período poderá se estender por até 90 minutos) e procede-se o corte com auxílio das liras vertical e horizontal, primeiro num único sentido utilizando a lira horizontal, seguida da lira vertical e se necessário um terceiro corte com a lira vertical no sentido oposto ao primeiro corte (sentido longitudinal). A acidez do soro no momento do corte deverá ser mínima de 14ºD (graus Dornic), que é um indicativo do desenvolvimento do fermento lático. A massa deverá permanecer em repouso por 5 minutos.  

 

Mexedura e ponto da massa:

Decorridos este tempo, inicia-se a mexedura da massa por períodos de 5 minutos seguido de repouso no mesmo tempo (intermitentemente), perfazendo-se um total de 50 a 60 minutos para determinação do ponto. Determinado o ponto, deixa-se a massa em repouso (irá decantar, pois está mais pesada). A acidez Dornic neste momento deverá estar compreendida entre 16 a 18ºD.

 

Retirada do soro, fermentação da massa e salga a seco:

A massa deverá ser recolhida no canto oposto à saída do tanque de fabricação, escoando totalmente o soro. Forma-se um bloco único que deverá ser divido em blocos menores, virando-os freqüentemente para que a massa não esfrie em demasia. Esta operação deverá finalizar quando o soro atingir a faixa de 30 – 35ºD.

 

Os blocos são triturados e adicionados de sal refinado na dosagem de 500 gramas para cada 100 litros de leite. Enforma-se em formas apropriadas.

 

Como regular o tamanho dos queijos:

Encha uma forma por inteiro e outra pela metade, verta a forma cheia sobre a forma pela metade, no decorrer de 90 minutos (fazendo-se três viragens). Desta forma obtém-se um queijo no diâmetro da forma com altura maior (tamanho típico).

    

Descanso:

Os queijos deverão permanecer em temperatura ambiente até o dia seguinte, visando o arredondamento da fermentação lática (que desempenha papel fundamental na elaboração deste queijo).

 

2º dia – verificação da fermentação e início da salga a seco:

O pH da massa no dia seguinte a sua elaboração deverá estar entre 4,7 a 4,8. Inicia-se neste momento, por um período de 3 dias a salga a seco, esfregando-se sal sobre a crosta do queijo.

O sal desempenha um papel seletivo na maturação do Queijo Gorgonzola, estimulando o crescimento do Penicillium roqueforti e inibindo contaminações que são indesejáveis no processo. A quantidade de sal é adicionada de forma a uma regulagem de 3,20 a 3,60% de sal no queijo, após a maturação.

É comum um crescimento mais brando na região próxima a crosta do queijo, pela ação de um teor mais concentrado de sal nesta região.

Completado o último dia da salga, os queijos deverão ser destinados para uma câmara de maturação com temperatura regulada para 9 a 10ºC.

 

Condições ideais de maturação:

Temperatura da câmara de maturação: 9 a 10ºC

Umidade: 95%

 

5º a 6º dia – perfuração dos queijos:

Os queijos devem ser perfurados a partir deste período visando à estimulação do crescimento do Penicillium. Recomenda-se um número de 120 a 150 perfurações de cada lado do queijo (superior e inferior). O crescimento do mofo se dá de dentro para fora.

 

15 a 21º dia – crescimento do mofo:

O crescimento do mofo é verificado em 10 a 15 dias após perfuração e completado em 30 dias de maturação, nas condições ideais.

 

30º dia – raspagem e embalagem:

Trinta dias é o tempo médio de maturação (fase aeróbica do crescimento do mofo). Ao término desta fase os queijos são raspados suavemente e envoltos em papel alumínio. A embalagem irá controlar o crescimento do mofo e proteger a casca de desidratação excessiva, que poderá constituir um defeito.      

 

45 a 50º dias – final da maturação e consumo:

A maturação é completada neste tempo. O queijo apresenta excelente paladar e não deve apresentar gosto amoniacal, sabor amargo ou sabor forte de mofo. A queijo deve apresentar ligeiramente quebradiço e untuoso. Delicie-se!

 

 
             
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