Queijo Canastra

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queijo canastraO produto típico mais importante da região da Serra da Canastra é o queijo Canastra, artesanal e feito de leite cru. Produzido há mais de duzentos anos, ele é primo distante do queijo da Serra da Estrela, de Portugal, trazido pelos imigrantes da época do Ciclo do Ouro.
O clima, a altitude, os pastos nativos e as águas da Canastra dão a esse queijo um sabor único: forte, meio picante, denso e encorpado.

 

Como consumir
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O queijo Canastra deve ser consumido curado ou meio curado, com pelo menos uma semana de maturação. Com o passar dos dias, ele adquire uma bela cor dourada e vai enrijecendo de fora para dentro. É boa companhia para uma cerveja gelada, cachaça ou vinho tinto. Também é consumido fresco, com até 4 dias, quando se mostra branco e parecido – e até confundido – com o tradicional queijo Minas industrializado.



Como conservar
fabricar queijo canastra
O consumidor que levar o queijo para casa deve mantê-lo sempre em local fresco e ventilado. Para que a maturação seja perfeita, o queijo deve descansar sobre um prato ou uma tábua de madeira e ser virado uma vez por dia.

O Canastra estraga se ficar fechado mais de um dia em sacos plásticos.
Na geladeira, fica ressecado.

Antigamente, devido à precariedade dos transportes, o queijo ficava até 40 dias nas prateleiras dos produtores para depois sair em carros de bois ou no lombo de burros e cavalos para a distribuição. Hoje, o consumo é mais rápido e por isso pouca gente chega a apreciá-lo no ponto certo de maturação.


Onde encontrar
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Em São Roque de Minas, a produção mais confiável sai da Fazenda Agroserra, no km 2 da estrada para o Parque Nacional, e da Fazenda do Zé Mário, no km 4,5 da Estrada da Cachoeira do Cerradão. Na Agroserra, que pertence ao presidente da cooperativa de crédito local, João Carlos Leite, é produzido também o Canastrão, de 7 a 8 quilos. Na Fazenda do Zé Mário, é produzido o Canastrinha, queijo de meio quilo a seiscentos gramas. Lembre-se que se trata de um produto artesanal, feito de leite cru, sem qualquer controle sanitário na produção. Por isso, é importante o consumidor saber a procedência do queijo.


Como é feito

Para produzir um queijo do tamanho tradicional, com peso de cerca de 1 kg e 300 g, são utilizados aproximadamente dez litros de leite.

Depois da ordenha, o leite é colocado num tambor onde recebe o coalho e o “pingo”, uma espécie de fermento líquido, extraído da produção do dia anterior. Depois de algum tempo, o leite talha e é retirado em porções de massa que são espremidas manualmente e colocadas em moldes redondos. Por cima da massa cuidadosamente compactada, vai o sal grosso. Por baixo da forma, o soro escorre finalizando um processo que dura 24 horas. Só então o queijo sai dos moldes e vai para uma prateleira arejada. Com exceção da ordenha, todo o ritual acontece na chamada “casinha de queijo”.

A maioria dos fazendeiros vende a produção para intermediários conhecidos como queijeiros. Uma pequena parte é consumida na própria região. Ultimamente, vários produtores fazem também uma venda direta aos turistas, obtendo melhores preços


queijo canastraqueijo canastraqueijo canastraEtapas de prensagem, que é feita com às mãos. Depois de enformado o queijo apresenta sua aparência final.
Este queijo é um produto tipicamente artesanal e assim o deve ser preservado.

Produção e distribuição
Cerca de 80 por cento da produção de queijo Canastra é distribuída no Estado de São Paulo, especialmente na capital e Grande São Paulo. Um destino ingrato para um produto nobre: a maior parte vai parar na vala comum das fábricas de pão-de-queijo, misturada sem nenhum critério a queijos de variadas procedências. Outra parte vai para mercadinhos de segunda linha. Isso acontece porque, a rigor, o queijo Canastra é um fora-da-lei. No Brasil, oficialmente, é proibido produzir queijo de leite cru. As entidades de produtores tentam resolver esse problema através de um programa para adequar a produção a determinadas normas sanitárias, um sistema de certificação (pelo governo mineiro) e, futuramente, a uma denominação de origem controlada.

Com isso, os produtores esperam que a lei mude, tirando da clandestinidade o queijo Canastra e outros queijos artesanais.

Para chegar lá, os produtores da Canastra fazem intercâmbio até com uma ONG da França, país onde se fazem os melhores queijos artesanais do mundo e muitos deles também produzidos a partir do leite in natura. Há também o Programa de Melhoria do Queijo Minas Artesanal, lançado em 2000 pelo governo de Minas. Em conseqüência dele, o queijo do Serro, da Serra do Espinhaço (outra região produtora importante), foi declarado patrimônio cultural pelo IEPHAN, Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico de Minas Gerais. O queijo Canastra deve ser o próximo da lista.


Segundo dados do Ministério da Agricultura, cinqüenta por cento de todo o queijo consumido no Brasil saem de Minas Gerais. Os quatro tipos principais são, por volume de produção: o Frescal, o Minas, o do Serro e o da Canastra. No projeto piloto da denominação de origem controlada, a região do Canastra engloba quatro municípios: São Roque de Minas, Medeiros, Bambuí, Vargem Bonita e Piumhi. A produção do Canastra chega a 3 mil toneladas/ano e o número de produtores passa de mil.

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Legislação estadual relacionada ao queijo Canastra
Lei 14.185/02
Decreto 42.645/02
Portaria Emater 546/02
Fonte: matéria publicada no site www.serradacanastra.com.br
Fotos: (1) Luciana Ricardino Grilo/ (2)  Anael de Souza



 




CONTATO

SAC:
(32) 3224-3016

Atendimento de segunda a sexta-feira de 8:00 às 17:00 horas.
sac@queijosnobrasil.com.br

 

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